quinta-feira, 27 de maio de 2010

Steve Stevens e a Raygun

Steve Stevens, guitarrista do Billy Idol e do PowerTrio Bozzio Levin Stevens (Terry Bozzio, Tony Levin e Steve Stevens) foi o criador de um efeito inovador de guitarra, que muitos que escutam não acreditam que se trata de uma guitarra, mas sim de sintetizadores.

O efeito pode ser escutado até na música Dirty Diana de Michael Jackson, que conta com a participação especial de Steve Stevens:


Steve Stevens criou o efeito foi criado acidentalmente, enquanto mechia em seu novo rack de efeitos, o Lexicon PCM-41. Utilizando o Delay, foi gerada uma oscilação no som, e Steve chamou esse efeito de Raygun, em referência aos sons emitidos por armas laser em filmes de ficção científica. Para criar o efeito Steve usa um curto delay com oscilação inversa e alto feedback.
Mais tarde, Stevens desenvolveria a tecnologia para incorporar o efeito a uma guitarra Hamer assinada por ele.

Ao vivo, Steve utiliza uma arminha de brinquedo modificada, que pode ser conferida no video a seguir:


Steve em conjunto com a marca Bare Knuckle Pickups, colaborou na produção de captadores especiais modelo Rebel Yell, que já vinham com o efeito integrado.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Gibson HD.6X-Pro (A guitarra digital da Gibson)

A Gibson HD.6X-Pro é uma guitarra modelo Les Paul que conta com captadores que convertem o sinal analógico e o transforma em sinal digital. Também conhecida como HD Les Paul, a guitarra utiliza além do jack P10,  uma interface Ethernet para conectar o instrumento a um amplificador, ou a uma mesa de som ligada no computador, que a Gibson chama de tecnologia MaGIC. Utilizando um cabo de rede no lugar de um cabo P10 padrão, os dados tranferidos são individualmente de cada corda, ou seja, cada corda é separada por um canal próprio. A tecnologia MaGIC também oferece a opção de ligar sua guitarra em dois amplificadores ao mesmo tempo em estéreo. Com essa tecnologia você também pode separar o som de cada corda em um amplificador diferente, já que cada corda conta com um canal próprio, ou fazer suas próprias combinações (Imagine tocar a base de uma musica em um amplificador com as três últimas cordas, e o solo em outro amplificador nas primeiras cordas).

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O violão clássico e as unhas

Do mesmo jeito que o guitarrista utiliza a palheta, o violonista clássico possui naturalmente suas unhas!
O toque com as unhas proporciona o timbre característico de violão clássico e flamenco, e é o que pode diferenciar um violonista experiente de um amador.
Segundo o violinista Paco de Lucia, as unhas são a parte mais importante do corpo do violonista, por isso mantém tamanho cuidado com elas. Isso porque o timbre de seu instrumento virá das unhas (Experimente palhetar uma musica e depois tocar essa mesma musica com os dedos, a diferença no timbre será gritante, e é a mesma coisa com as unhas, elas proporcionam um timbre característico).

-Mas Johnny, se minhas unhas ficarem grandes não conseguirei digitar as notas no braço do violão!
-É o ataque da mão direita que irá tirar som do instrumento, portanto você só precisará das unhas da mão direita para tocar violão, descartando também o uso das unhas do pé... (Duh!)

O formato e o tamanho das unhas vão interferir no seu som, elas não podem estar nem muito curtas e nem muito longas, cada violonista tem sua preferência e muitos utilizam o calibre das cordas como base para o comprimento das unhas. O formato em geral deve ser arredondado, porém mais uma vez, cada músico tem a sua preferência.

Se as unhas estiverem muito curtas: O som produzido pelo instrumento fica "macio" e sem brilho, com pouca definição. O músico sente a necessidade de virar o pulso para atacar as cordas e perde precisão no ataque das cordas.
Se as unhas estiverem muito compridas: O som produzido pelo instrumento fica excessivamente "metálico", a distância entre os dedos e as cordas é maior, ocasionando na perda de precisão e controle de movimento. Unhas muito grandes também podem prejudicar o músico em outros afazeres, como tocar guitarra ou piano, por exemplo.

Embora muitos violonistas utilizem as unhas muito compridas, isso não é o recomendado.
Veja como você NÃO deve deixar suas unhas:






Como tratar das unhas:
Já vimos que as unhas de um violonista não devem ser nem muito curtas, e nem muito compridas. Mas deve-se ter cuidados com as unhas, lembrando que não é uestão de estética, mas sim de sonoridade e timbre!

Geralmente as unhas de um violonista não são cortadas, simplesmente lixadas com lixas finas, e reparadas com lixas mais finas ainda.
Todo esse trabalho é para evitar "falhas" nas unhas, o que deixaria seu som "arranhado", prejudicando o timbre e também a execução das notas.
Confira como suas unhas NÃO devem ficar:


Um material muito utilizado para fortificação das unhas é um esmalte incolor chamado "Casco de cavalo".
















O esmalte Casco de cavalo é uma base enriquecida com cálcio e pantenol, que favorece o endurecimento das unhas, protegendo-as e evitando assim possíveis danos que possam ser causados as unhas.



Unhas postiças também podem ser utilizadas em casos de emergência (Alguns violonistas utilizam normalmente), como quando sua unha quebrar ou estiver muito danificada, ou até mesmo se sua unha for curta e você precisar dela comprida de uma hora para outra.
Embora a utilização das unhas sejam uma característica do violão clássico e flamenco, alguns violonistas simplesmente preferem o timbre suave dos dedos ao invés de usar as unhas, é uma questão de gosto.
O grande violonista, Francisco Tárrega, começou a ter problemas com suas unhas e foi obrigado a cortá-las, e assim como alguns de seus alunos, não utilizava mais as unhas para tocar.
Esse post foi para dar uma idéia da importância das unhas no violão clássico, espero que o texto tenha sido de ajuda.
Até a próxima!


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Guitarra de concreto

Tony Smotherman, artista da Vision Sound Records testa a criação de Larry Lashbrooks, Os captadores Naturacoustic Piezo. projetada por Larry, o Naturacoustic Piezo é um grande passo revolucionário na tecnologia de captadores Piezo. Captadores Piezo, geralmente utilizados em instrumentos acústicos, não captam as vibrações das cordas e o campo magnético gerado por elas, mas sim a vibração do corpo do instrumento.

No vídeo a seguir, Tony testa os captadores em uma guitarra com o corpo feito de um bloco de concreto!
Confira:


A idéia do vídeo é mostrar que mesmo em uma guitarra de concreto, um péssimo material para a construção do instrumento, os captadores soam tão bem, imagine em uma "guitarra de verdade"!

Para mais informações visite: http://www.lashbrookguitars.com/

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ilusões sonoras e áudio 3D (Holofonia)

Pois é, não existem somente ilusões de ótica, conheça nesse post incríveis ilusões de áudio também!


Assim que terminar a reprodução do vídeo, toque-o novamente, você terá a impressão de que o som está ficando mais agudo, não importa quantas vezes você reproduza o vídeo.

Shepard tone:

Essa ilusão descoberta por Roger Shepard é uma sobreposição de ondas separadas por oitavas, são escalas que sobem ou descem que dá ao ouvinte a impressão de que o tom está ficando mais grave ou mais agudo, porém tudo não passa de uma ilusão.



Existem também os sons 3D, que são gravados com uma técnica especial chamada de Holofonia (Som binaural), projetada por Hugo Zuccarelli, opera sobre um princípio similar a holografia. O efeito é criado com uma técnica múltipla da exposição onde uma gravação original é combinada com uma gravação de referência.

A uma técnica de gravação bastante interessante, pois, com apenas dois microfones, é possível criar o efeito de som ambiente.
Para a gravação são colocados dois microfones acoplados à cabeça de um manequim como no da foto ao lado, os microfones devem ser colocados na posição das orelhas, e cada microfone grava um canal diferente, o canal do lado esquerdo e o canal do lado direito.
O resultado foi relatado para ter as gravações audio soando tridimensionais realísticas e que foram ditas exceder o realismo do som estereofónico. As gravações holofonicas devem ser ouvidas usando um fones de ouvido, e estar com o volume razoável. A experiência escutando com fones melhora porque você pode ouvir o efeito verdadeiro da gravação. Os sons são ouvidos tipicamente em uma forma tridimensional e usando os fones os ruídos parecem quase realísticos.
Para saber mais sobre o microfone binaural estéreo acesse o site: http://www.neumann.com


O termo Binaural é muito confundido com sonoridade Estéreo, ambos utilizam de dois canais de áudio, porém na técnica de gravação binaural o ouvinte tem a sensação de distância e realismo.
Confira alguns áudios que utilizam dessa técnica
(Para melhor aproveitamento utilize fones de ouvido e feche os olhos na hora de escutar):

Demonstração do uso de som binaural:


Barbeiro virtual:


Caixa de fósforos:


Tempestade virtual:


Floresta assombrada:


Test-drive virtual (Honda CB-1300):

Misa - Guitarra digital

A empresa australiana Misa desenvolveu uma guitarra digital que leva o nome da empresa, a Misa Digital Guitar.





















A guitarra digital funciona como um controlador MIDI e não possui cordas, existem sensores (Nada do tipo guitarrinha de brinquedo estilo Guitar Hero ou RockBand, para se tocar a Misa Digital Guitar é necessário saber tocar uma guitarra de verdade) para cada nota do braço do instrumento que possui 24 "trastes", totalizando 144 sensores. No lugar do captador existe um tipo de sintetizador com uma tela sensível ao toque de 8,4 polegadas com resolução de 800x600, que lhe permite tocar o instrumento de acordo com as configurações dos eixos das abscissas e das ordenadas (Eixo Y e X).

A guitarra Misa vêm equipada com um processador AMD Geode 500Mhz e roda a partir de um software controlador MIDI de código open-source baseado em Linux, o que permite que a tela touchscreen reconheça e interprete os sons.





















O designer do projeto, identificado apenas como Michael, deixa claro que a guitarra digital não foi feita para substituir as guitarras convencionais, e que são instrumentos completamente diferentes, não devendo assim ser comparados (Embora ele mesmo faça essa comparação)

Veja abaixo a guitarra digital em ação:




http://www.misadigital.com/

domingo, 9 de maio de 2010

Tipos de encordamentos

Embora pouca gente sabe, as cordas utilizadas no intrumento pode mudar e muito o som a ser produzido, isso depende do calibre das cordas, do material e até do formato do encapamento!
A escolha do encordamento correto pode te ajudar a buscar o som que procura para seu instrumento, e aqui vai algumas dicas para vocês!


Calibres...

Encordamentos de guitarra podem vir em calibres que vão do .008 até o .013, e encordamentos de baixo de .040, .045 e .050.
Encordamentos de calibre .008 são cordas leves e facilitam muito o uso de Bends, o .009 é considerado o "padrão" para cordas de guitarra.
Encordamentos mais pesados vêm com a corda G (Sol) encapada e são mais utilizados para tocar em afinações mais baixas.
Quanto mais pesado (Grosso) for o encordamento, maior tensão será exercida para se conseguir a mesma afinação (Mi como padrão). Assim sendo, a digitação das notas será mais dificil.
Porém, encordamentos pesados proporcionam um timbre mais encorpado.


Materiais...

O material das cordas fará muita diferença no timbre, os materiais utilizados na construção de uma corda geralmente são: aço, bronze, cobre, latão, níquel e até mesmo prata para guitarras elétricas, aço e nylon para violões, que podem vir com uma camada de seda ou algodão.
Encordamentos de latão, bronze e cobre dão um timbre bastante "metálico" e são utilizados em guitarras acústicas, já cordas de níquel proporcionam um timbre mais "aveludado" em comparação com outras.

Uma corda se divide em duas partes, o "núcleo" e a "capa exterior".
O núcleo (Que também pode ser chamado de "Alma") geralmente é de algum metal tal como o níquel, nylon ou fibras de seda ou algodão.
A capa exterior pode ser feita de aço, cobre, bronze ou prata.
Alguns instrumentos utilizam cordas inteiramente trançadas, sem núcleo.

(Como curiosidade, para alguns instrumentos também são feitos encordamentos com tripas de animais e cabelo ou crina.)


Encapamento (Capa exterior)...

Em geral temos três tipos de capas exteriores a escolha, cada tipo de encapamento vai lhe proporcionar não só um som diferente, mas também uma pegada diferente.
Veremos abaixo as características de cada tipo de encapamento.










Roundwound











O encordamento Roundwound é considerado o encordamento padrão e lhe proporciona um som cheio com bastante sustain.
Porém a superfície das cordas roundwound produzem ruídos indesejados quando o músico desliza os dedos pelas cordas (O mesmo som também é usado de modo criativo e proposital).
Encordamentos roundwound também danificam a escala e os trastes do instrumento com o tempo.











Flatwound











Cordas com acabamento Flatwound tem a capa exterior achatada, mas levemente arredondada nas bordas, e o som produzido é mais suave e menos "brilhante" se comparado aos encordamentos Roundwound.
Devido a sua superficie achatada sua pegada é mais macia e confortável, e os ruídos produzidos pela fricção com os dedos é bastante reduzida, assim como os danos que podem ser causados na escala e nos trastes.
Encordamentos Flatwound tem uma vida útil mais longa pois os sulcos são menores, evitando assim sujeira e
oleosidade.








 
 
 
Groundwound










Também podendo ser chamado de Halfwound ou Pressurewound, o encordamento Groundwound é uma mistura entre o Roundwund e o Flatwound, o resultado dessa mistura é as características proporcionadas pela Roundwound com a pegada macia e confortável das Flatwounds, como bônus os ruídos indesejados são diminuidos e os danos causados na escala e nos trastes também.
Na fabricação dos encordamentos Groundwound, Cordas de acabamento Roundwound são lixadas e polidas ou simplesmente "apertar" a corda até que sua superfície se achate.
Desse modo, o acabamento Roundwound acaba perdendo cerca de metade de sua espessura, para compensar isso são utilizados núcleos de maior calibre.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Núcleos...
 
Como visto anteriormente, o núcleo pode ser feito de diferentes materiais, porém o formato também pode mudar, além do núcleo normal existe o núcleo Hexcore.
 
 
O núcleo Hexcore é um núcleo com formato hexagonal que evita que a capa exterior escorregue pelo núcleo. O formato Hexcore é mais utilizado com encapamentos Roundwound, pois é o acabamento que mais sofre com esse problema de movimentação em relação ao núcleo.
 

Hexwound











Um encordamento de acabamento Hexwound melhora o timbre do intrumento devido a grande pressão da capa exterior no núcleo, porém sua pegada é menos confortável aos dedos e os danos causados na escala e nos trastes é ainda maior que em encordamentos Roundwound por causa de seu formato hexagonal.
O uso de cordas com acabamento Hexwound
 
 
 
Mas assim como em qualquer mercado, sempre virão novidades e inovações.
Assim como esses encordamentos coloridos:





 


Lembre-se que caso queria mudar o calibre de suas cordas o ideal é levar seu instrumento para um luthier ajusta-lo para a tensão do novo encordamento, e mesmo encordamentos do mesmo calibre e material podem ser diferentes por serem de marcas diferentes.

Espero que essas dicas foram de ajuda, até a próxima!