sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Liu Wei, o pianista sem braços

Um garoto chinês chamado Liu Wei fez sucesso apos participar do programa China's got Talent em agosto de 2010 tocando piano com os dedos dos pés.
Aos 10 anos Liu Wei foi eletrocutado e perdeu os braços, Wei começou a tocar pianos aos 19 anos, o que foi uma tarefa árdua, mas hoje com 23 anos seu sonho é se tornar um grande produtor musical, e o acidente que teve brincando de esconde-esconde com os amigos não vai afetar esse sonho.

Veja o vídeo:


Acredito que Liu Wei seja a prova viva de que nunca é tarde para se dedicar a um instrumento, e só depende de nós mesmos e de nossa dedicação o nosso aprendizado. Mesmo tendos obstáculos, nossa dedicação poderá superá-los e deste modo provar a nós mesmos de que podemos tudo, só depende de nós.

domingo, 8 de agosto de 2010

Robert Johnson, a lenda do Blues

Robert Johnson (1911-1938) foi um músico americano de Blues, demonstrando muito talento com suas composições e com suas habilidades tocando violão, influenciando futuras gerações de músicos.
Eric Clapton disse que Johnson foi "o mais importante cantor de Blues que já viveu". Johnson também foi introduzido ao Hall da fama do Rock and Roll e fficou em 5º lugar na lista dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos da revista Rolling Stone, entre diversas outras premiações.

Johnson nasceu em uma família pobre e cheia de filhos, e logo largou os estudos pois sua vista não era muito boa. A partir de então, Johnson passou a adolescência acompanhando músicos de blues, tentando aprender a tocar como eles, porém, era desprezado por eles.
Johnson tinha o desejo de se tornar um grande músico de blues, sumiu por algun meses, quando foi então instruído a levar seu violão numa encruzilhada próxima a uma plantação a meia-noite. Lá ele encontrou-se com um grande homem negro (O Demônio) que pegou seu violão e o afinou, o homem então tocou algumas músicas e devolveu o violão a Johnson, dando a ele maestria ao instrumento,criando então o blues pelo qual ficou tão famoso mundialmente, influenciando gerações de novos músicos de blues.

Quando Robert Johnson voltou, depois de ter ficado alguns meses sumido, Johnson reencontrou alguns amigos músicos, que ficaram surpresos ao verem que Johnson agora tocava violão melhor que todos.

Robert Johnson morreu em agosto de 1938 aos 27 anos próximo a Greenwood, Mississippi. No local onde Johnson tocava a algumas semanas.
Segundo conta a história, Johnson flertava com uma mulher, esposa do dono do local (Existe uma outra versão, onde a mulher não era esposa do dono do local). De acordo com rumores, foi oferecido a Johnson uma garrafa de Whiskey envenenada pelo dono do estabelecimento com estricnina.
Seu companheiro, Sonny Boy Williamson outra lenda do Blues disse a Johnson para nunca beber de uma garrafa oferecida que já tenha sido aberta, de acordo com Sonny Boy, Robert Johnson respondeu: "Nunca tire uma garrafa de minhas mãos!".
Logo depois, foi oferecido a Johnson outra garrafa de Whiskey aberta, que também tinha sido envenenada com estricnina, e aceitou.
Johnson começou a passar mal durante a noite, depois de ter bebido o whiskey envenenado e precisou de ajuda para chegar ao seu quarto de manhã. Nos três dias seguintes, sua condição piorou e Johnson faleceu num estado convuldivo de severa dor (Sintomas de envenenamento por estricnina).

No livro de Tom Graves, Crossroads: The life and afterlife of blues legend Robert Johnson. Graves utiliza de testimoniais de especialistas em toxicologia para discutir a idéia de que Johnson tenha morrido envenenado por estricnina. Graves alega que estricnina possui um gosto e odor tão distinto, que não poderia ser camuflado mesmo em um forte liquor. Ele alega também que uma dose significante de estricnina bebida de uma vez seria faltal, e que a morte por seu envenenamento levaria somente algumas horas, e não dias como ocorreu com Robert Johnson.

Mas segundo os contos mais antigos, Johnson morreu rastejando-se de quatro em um corredor de hotel, uivando feito uma besta. Seu contrato com o Diabo tinha chegado ao fim.
Segundo dizem também, Johnson teria afirmado vender sua alma ao Diabo, assunto muito discutido na biografia de Johnson escrita por Tom Graves.











Embora não se pode comprovar que johnson tenha dito ou não que fez um pacto, suas músicas são verdadeiras referências a lenda que o cerca. Como por exemplo a música "Me and the Devil blues":


Ou a música "Hellhoundon my trail":


Espero que tenham gostado de mais uma aula de história.
Até a próxima!

Games e Trilhas sonoras

Estou tendo a oportunidade de compor a trilha sonora de um game, e achei interessante compartilhar com os leitores minha experiência.
Compor para uma trilha sonora não é simplesmente compor uma canção, é preciso captar o momento, o cllima, o ambiente em que a música será tocada e fazer com que ela se encaixe com as imagens, cenários, com a história, etc.
Imagine um filme de terror tocando Britney Spears no momento que um fantasma aparecerá na tela, ou "Bonde do Tigrão" quando o mocinho beija a mocinha em um filme romântico. Iria parecer mais um filme de comédia, e daqueles bem ruinzinhos...
A trilha sonora tem o poder de deixar o jogador mais atento em uma cena de suspense num jogo de terror, deixar uma batalha épica ainda mais épica, como na batalha final do game Final Fantasy VII no vídeo a seguir:


Dar certa angústia, aquele aperto no coração em uma cena triste:




Cada momento do game ou filme, a música precisa expressar o clima e se encaixar com as imagens, mas como? Em geral, é necessário tem bom senso musical para saber o que compor e como, por outro lado, conhecimento teórico (o básico para qualquer compositor). Geralmente as escalas musicas tem uma característica própria, com uma escala menor por exemplo, o compositor conseguirá criar uma melodia mais triste melancólica, já com uma escala diminuta, o compositor tem o poder de dar um clima de tensão pelos seus intervalos de terça menor e quinta diminuta (é óbvio que não é uma regra, você não dependerá somente da escala diminuta para criar um clima de tensão), além é claro, de escalas exóticas para um cenário egípcio ou medieval, por exemplo:


Alguns jogos possuem uma trilha sonora que dispensam comentários, como é o caso de Metal Gear Solid:


Outras são tão marcantes que nos fazem lembrar da infância, quem não lembra do Mario? (Que Mario?):


Ou de Sonic:


Cada momento do jogo exige uma música diferente, como por exemplo, quando o jogador vence a partida temos a Fanfare, que é a música de comemoração, veja o exemplo no vídeo a seguir:


E a música de Game Over quando o jogador perde a partida:


Bônus! Confira também o Top-5 das melhores músicas de Game Over:


Mas não é somente a trilha sonora que faz sua mágica, os efeitos sonoros também tem sua importância! Imagine um som de vento e gritos agonizantes num clima de terror por exemplo, confira o vídeo:


Muitas vezes nem sabemos o porque uma cena parece tão legal, mas tente tirar a trilha sonora e os efeitos para ver o resultado, a cena ficará vazia, sem vida e sem graça.
Como neste vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=pIKWWxTqA9o

Mas criar os efeitos sonoros é uma tarefa dificil e exige até mesmo certa criatividade, veja uma prévia de como foram criados os efeitos de Final Fantasy XIII:


Essa foi uma introdução ao assunto trilha sonora, nos próximos posts irei abordar mais sobre trilhas e efeitos sonoros, com dicas de composição, gravação e muito mais.
Dessa vez é só, espero que tenham gostado. Até a próxima!