terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eric Clapton e seu timbre "woman tone"

Eric Clapton, guitarrista e compositor britânico apelidado de "slowhand" e considerado por muitos um dos melhores guitarristas do mundo, foi capaz de criar um timbre tão único, que este precisava de um nome. Foi batizado então de Woman tone, nome utilizado para se referir ao timbre que Eric Clapton conseguia com sua Gibson SG e seu amplificador Marshall.
Conhecido principalmente pela música "Sunshine of your love" da banda Cream, o timbre característico de Clapton é distorcido, mas ao mesmo tempo abafado, contrastando com a distorção "brilhante" que outros guitarristas utilizavam na época. Muitos guitarristas tentaram reproduzir seu timbre, mas a grande maioria sem sucesso. E muitos guitarristas até hoje tem dificuldade em reproduzir seu timbre com tamanha perfeição.

Escute um exemplo do woman tone na música "Sunshine of your love":


Para reproduzir o timbre Woman tone, Clapton utilizava o captador do braço de sua Gibson SG (e mais tarde, uma Les Paul durante a gravação do álbum "Disraeli Gears") com um encordamento pesado, e seu amplificador Marshal em volume máximo, assim como toda a equalização do mesmo (graves, médios e agudos - Bass, midrange e Treble), porém basta usar os graves mais altos (Exemplo: Graves=8, Médios=6 Agudos=5). O volume de sua guitarra e o nível de distorção também são colocados ao máximo, e o knob tone de sua guitarra em zero ou um. Algumas versões de seu timbre também envolvia um posicionamento estratégico de seu wah-wah. (Dependendo da ordem que você utiliza seus pedais seu timbre muda, imagine um reverb seguido de distorção e vice-versa, no 1º exemplo o timbre de sua guitarra passa por reverberação e em seguida recebe a distorção chegando então ao amplificador, no 2º exemplo o timbre da guitarra receberá distorção para depois passar por reverberação e chegar ao amplificador).

Veja a entrevista gravada em 1968 de Clapton, em que ele comenta seu timbre:



Espero que tenham curtido mais esse post, até a próxima.
e Feliz dia do músico!

sábado, 23 de outubro de 2010

Music Defense

Music Defense é um game baseado no famoso estilo "Tower defense", onde o jogador precisa criar uma estratégia de defesa usando armadilhas e equipamentos a disposição, defendendo um certo ponto do ataque inimigo.
Neste game o cenário é uma partitura e jogador deve impedir que os inimigos cheguem ao final dela, para isso conta com "armas" para se defender, confira as características do seu arsenal:

Caesura: A Caesura pode atirar em alta velocidade mas acarreta pouco dano aos inimigos.
Custa: 25 cash e tem nível de dano 1.
Marcato: O marcato ataca em velocidade média e acarreta dano médio aos inimigos.
Custa: 50 cash e tem nível de dano 5.
Mordent: O Mordent ataca em baixa velocidade mas tem alto nivel de dano aos inimigos.
Custa: 100 cash e tem nível de dano 10.
Fermata: A fermata ataca em média velocidade e reduz a velocidade dos inimigos, também acarreta dano médio aos inimigos.
Custa: 150 cash e tem nível de dano 5.
Coda: A coda ataca em velocidade abaixo do normal, mas seu ataque acarreta grandes danos aos inimigos.
Custa: 250 cash e tem nível de dano 50.



Este é o primeiro post sobre games musicais, se conhece algum bom jogo musical, deixe nos comentários.
Até a próxima!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tocando uma guitarra de papel por realidade aumentada

Já pensou em tocar guitarra utilizando somente uma folha de papel? Bom, a Intel pensou e trouxe um aplicativo Web em que torna isso possível!
A idéia da Intel Música é permitir que os usuários toquem virtualmente instrumentos criados a partir de realidade aumentada. No site você pode escolher se prefere tocar uma guitarra ou um mixer de DJ, você então só precisa imprimir em uma folha de papel o instrumento que deseja tocar, ligar sua webcam, e por meio da realidade aumentada tocar o instrumento!
O site permite não só que o usuário toque o "instrumento", mas também permite a gravação da performance, que se tornará parte da galeria da Intel Música, galeria esta que contém vários vídeos de usuários tocando suas guitarras de Papel.

Como isso é possível? A realidade aumentada consiste em fazer aparecer imagens em 3D a partir de pequenos códigos em 2D, que com o uso de uma câmera e um software, capaz de reconhecer os códigos certos, é possível criar ilusões muito convincentes.
Neste caso, os códigos em 2D estarão impressos na folha de papel do instrumento de sua escolha, e quando acionados pelos seus dedos em frente a uma webcam, o software reconhece o código sendo acionado e emite um evento, fazendo com que você "toque" a guitarra ou o mixer a partir de uma folha de papel.

Demonstração da guitarra de Papel:


Demonstração do mixer de Papel:


Se a moda pega... Imagine daqui alguns anos:
-Eu tenho uma guitarra Gibson, e você?
-Eu tenho um Chamequinho!

Entre e confira a novidade: http://www.intelmusica.com.br

domingo, 10 de outubro de 2010

Aposto que você não consegue tocar isso! (Betcha can't play this)

Para quem ainda não conhece, Betcha can't play this (Aposto que você não consegue tocar isso) é uma seção da revista americana Guitar World que conta com uma série de vídeos no Youtube com grandes guitarristas do mundo, tocando licks que eles apostam que você não conseguirá tocar.
Nos vídeos os guitarristas tocam o lick e em seguida executam o mesmo em velocidade reduzida, mostrando como tocar o tal lick. Você encara o desafio? Confira alguns videos:

Chris Broderick do Megadeth (Ex-Nevermore)


Marty Friedman (Ex-Megadeth)


Andy Timmons


Doug Aldrich do Whitesnake)


Rusty Cooley


Matt Heafy e Corey Beaulieu da banda Trivium


Fredrik Akesson do Arch Enemy


Gus G do Firewind


Mike Poss


Confira mais vídeos e tablaturas no site da Guitar World.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Music of the mind, a música criada pela mente

No séc. XVIII, a invenção do piano mudou o caminho da música, mais tarde, com a criação dos sintetizadores no séc. XX, o homem inovaria ao produzir sons manipulando correntes elétricas, seria a música através das vibrações cerebrais um novo marco na música mundial?
Tocar um instrumento apenas com o poder da mente parece algo muito distante da nossa realidade, porém, experimentos de um grupo da Goldsmiths College de Londres prova que isso já é possível. O projeto, coordenado pelo premiado músico Finn Peters, transforma frequências do cérebro humano em composições musicais.
Para tal, o Music of the Mind (musica da mente) mapeou difentes estágios das atividades cerebrais de Peters como sonolento, nervoso, aborrecido e outros. Depois de passar por diversos algoritmos de processamento, os sinais são enviados a um sintetizador que reproduz os sons.

Confira no vídeo:


No vídeo acima, as ondas cerebrais são utilizadas como um instrumento adicional entre os demais músicos de carne e osso, tocando instrumentos reais, o grupo estuda agora a possibilidade de emular percussões e instrumentos de natureza variada.
Segundo os próprios desenvolvedores, ainda há muito o que aperfeiçoar no Music of the Mind, o mais importante é que o projeto tem potencial para mudar a forma com que os seres humanos compõem e pode abrir muitas portas para a musicalidade internacional.
Ainda é cedo para afirmar se o novo conceito terá êxito, o fato é que o conjunto Music of the Mind (com músicos e cientistas envolvidos) prevê o lançamento de um álbum no dia 25 de outubro e inicia sua turnê pelo território inglês no dia 16 do mesmo mês, aos interessados, os ingressos já estão à venda.

Fonte: Baixaki

A idéia deste estudo é interessante, mas eu particularmente não gosto muito de tais "inovações futurísticas" na música, embora muitos apoiem esse tipo de idéias, fazendo com que elas tomem forma e possam não só se tornar realidade, mas também se manter no mercado da música.
Com a ajuda da tecnologia, fazer música hoje se tornou algo simples, fácil e ao alcance de todos (Talvez por isso a qualidade de composições hoje seja algo tão "porca", com "músicos" sem nenhum conhecimento musical fazendo sucesso aos milhares). Porém não vejo tal bugiganga se tornando um novo "instrumento musical" nem um novo "método de composição".

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Violoncelo feito de Lego

O artista Nathan Sawaya construiu um violoncelo de tamanho real inteiramente de peças de Lego. Isso não é o mais impressionante, o violoncelo funciona e pode ser tocado!


Sawaya diz que seu violoncelo feito de lego soa diferente de um violoncelo normal. Já que ainda não existem vídeos com o instrumento sendo tocado só nos resta imaginar o som desse violoncelo, que segundo o artista soa como "som de plástico".

Confira no vídeo o processo de contrução do instrumento:


Espero que tenham gostado e preparem-se, pois logo mais a série de posts "Guitarras diferentes" irá voltar com sua 5ª parte, aguarde!