sábado, 30 de julho de 2011

Tocando as calças

Sabe aquelas mil calças velhas que você ainda não jogou fora?
Você pode encontrar uma solução pra elas. Este cara tinha mil calças sobrando em seu guarda-roupas e decidiu fazer música com elas, vejam o resultado:






















Agora você já sabe pra que realmente servem suas calças...
Mas não copie, seja original, da próxima vez que quiser compor algo, use os sapatos da sua mãe/namorada...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Trastes True Temperament

Trastes True Temperament são basicamente "trastes tortos", mas não porque alguém tenha derrubado a guitarra no chão, ou que algum caminhão tenha passado por cima, mas tortos intencionalmente.
Porque os trastes são tortos?
Talvez você já tenha percebido, mas quando afinamos a guitarra, nunca conseguimos uma afinação 100% perfeita em todas as notas, mesmo que seu instrumento esteja totalmente regulado.

Isso acontece porque os trastes normais, paralelos uns aos outros, só levam em conta o comprimento da escala, mas isso não é o suficiente para deixar o instrumento 100% afinado.
Quando afinamos uma guitarra com um afinador eletrônico, somente as notas que usamos pra afinar, estarão afinadas, outras notas estarão fora de sua tonalidade correta, mas claro, é quase imperceptível.

Um dos motivos,  é o calibre de cada uma das cordas, cada corda possui suas proprias notas, e estas mesmas notas também se encontram em outras cordas, de calibres diferentes. Isso significa que para que o instrumento esteja afinado corretamente, cada nota precisaria de um traste localizado em um ponto estratégico.

Confira  Steve Vai comentando sobre os trastes (Inglês):





















O que acharam?
Até a próxima pessoal!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fernando Alonso na guitarra

Acho que todos já ouviram falar em Fernando Alonso, o piloto de Fórmula 1, certo?
Neste post irei mostrar à vocês o Fernando Alonso na guitarra. Não, não estou falando que Fernando Alonso toca guitarra, nem irei mostrar um vídeo dele tocando uma...

Mas veja este cara, que imita com perfeição na guitarra o barulho de um carro de F-1.





















Para recriar o efeito é fácil, basta utilizar um bottleneck (Veja mais em: Guitarra Slide - Bottleneck)

Até a próxima!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Violão clássico com temas (Tabs+Partituras)

Trago à vocês hoje a continuação do post: Violão clássico com temas.
Desta vez trazendo algumas partituras e tablaturas (Para os preguiçosos de plantão que não querem aprender a ler partituras hehehe). Estarei disponibilizando também para download os arquivos Guitar Pro (.gp5) junto com os pdfs, para quem não tiver Guitar Pro.

Estas músicas utilizam técnica de violão clássico, e também de Fingerstyle Guitar.
Fingerstyle guitar utiliza básicamente da mesma técnica de violão clássico, podendo dizer que sua única diferença seja o fato de que o Fingerstyle utilize violão de cordas de aço, ao invés de nailon.

Então confirma algumas partituras que separei: (Clique para aumentar)

Angry Birds theme

Download (PDF + Guitar Pro Tab)

Super Mario Bros theme


Download (PDF + Guitar Pro Tab)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como ler partituras

Hoje as coisas são bem mais fáceis, e muitos se perguntam: "Pra que aprender partitura se posso ler tablaturas ou deixar o Guitar Pro me ensinar?".
Bem... De certo modo isso pode até ser verdade, mas como esperar se tornar um bom músico sem aprender a ler partituras? Afinal, uma coisa é saber tocar, tocar bem e saber várias técnicas, outra coisa é ser músico!

Uma hora ou outra na vida de um "músico", este irá se deparar com uma partitura que precisa ler...
E se não souber ler partituras?

















Pois é, então vamos iniciar a aula e aprender a ler partituras?

Ao contrário das tablaturas, que informam as notas e a ordem a serem tocadas, informando também as cordas do instrumento, e as cifras que só informam os acordes.
A partitura além de informar as notas, informa também o tempo em que estas notas devem ser tocadas para se formar a melodia correta.

Para isso, cada nota da partitura informa por quanto tempo esta deve ser tocada, confiram a tabela:

A semibreve possui quatro tempos, isso significa que em uma música 4/4, esta nota deve ser tocada por um compasso inteiro.

Cada nota seguinte possui a metade de seu valor. A mínima possui metade da semibreve (Dois tempos), a semínima possui a metade da mínima (Um tempo), a colcheia possui a metade da semínima (Meio tempo), e assim por diante...

Um compasso 4/4 é o mais utilizado, e este possui quatro tempos, como ele mesmo já informa, isto significa que dentro de um compasso 4/4 cabe uma semibreve, ou duas mínimas, ou quatro semínimas, ou uma mínima mais duas semínimas, etc...

Lembre-se de sempre respeitar o limite de um compasso.


Porém nem sempre você poderá viver de partituras sabendo só isso, existem complementos para se criar partituras, e estes são os seguintes:

O ponto de aumento, como o próprio nome já diz, aumenta o valor da nota pela metade. Por exemplo, se aplicado à uma mínima que possui dois tempos, esta passará a valer três tempos; Se aplicado à uma semínima que possui um tempo de execução, esta passará a valer um tempo e meio.

As tercinas devem ser executadas com 2/3 de seu tempo, e deverão ser usadas em conjunto de 3 notas de mesmo valor (existem exceções). Basicamente você deverá tocar uma tercina (três notas) com tempo uniforme no espaço de duas notas.

O Stacato deve ser tocado pela metade de seu tempo. Por exemplo, se um stacato estiver marcado em uma colcheia, esta deverá ser executada como se fosse uma semi-colcheia, seguida de uma pausa, também no valor de uma semi-colcheia, formando assim um tempo completo de uma colcheia.

Uma fermata não especifica seu valor, este geralmente quem o diz será o regente ou mesmo o próprio intérprete. Por exemplo, a fermata pode ser aplicada na nota ou acorde final de uma canção, e esta pode ser executada por tempo indeterminado.

A ligadura, como o próprio nome já diz, liga uma nota à outra(s). Por exemplo, uma ligadura deve ser aplicada na partitura quando um hammer-on ou pull-off for executado no violão ou na guitarra.

Na tablatura para guitarra/violão temos seis linhas (quatro linhas se a tablatura for para baixo), cada uma das linhas informa uma corda do instrumento.
Na partitura as cordas não são informadas, até porque, uma partitura pode ser lida para ser executada em qualquer instrumento musical.

Uma partitura é escrita em um pentagrama, que como o próprio nome diz, são cinco linhas horizontais onde são escritas as notas e seus tempos.

Um pentagrama pode informar a clave de Sol, ou a clave de Fá (Também pode informar a clave de Dó, embora esta seja pouco utilizada).
Cada clave possui o dó central localizado em uma posição diferente, o que facilita a leitura para cada instrumento.

Cada instrumento possui sua clave, no caso da guitarra e violão, utilizamos a clave de Sol, o baixo utiliza a clave de Fá, já o piano/teclado utiliza as duas claves em conjunto.

Uma partitura é escrita dentro dessas cinco linhas e seus espaços, podendo também ultrapassar estas linhas para cima ou para baixo, deste modo sendo possível escrever notas mais agudas ou graves.

Cada clave informa notas diferentes em cada posição, não alterando apenas a sua oitava, deste modo é preciso decorar a posição de cada nota para cada clave.
Então, se você for só guitarrista ou violonista, aprenda somente a clave de sol, se você só tocar baixo, aprenda somente a clave de fá, se você for ambos ou tocar piano/teclado, ou simplesmete se quiser se tornar um melhor músico, aprenda ambas as claves.

Comece aprendendo somente a posição de algumas notas.
Por exemplo, na clave de sol: A 1ª linha de baixo para cima é um mi, com isso você já saberá que o espaço entre a 1ª e a 2ª linha é um fá, e consequentemente, a 2ª linha é um sol, a última (5ª) linha é um fá, então o espaço da 4ª para a 5ª linha é um mi, a linha do meio é um si, então o espaço entre a 3ª linha e a 4ª é um dó, etc...

Cada nota pode possuir um sustenido (#) ou um bemol (b), que como já devem saber, aumentam ou diminuem um semitom da nota original.
Em partituras você não precisa aplicar um acidente (sustenido ou bemol) em cada uma da mesma nota, se você aplica um sustenido à uma nota Dó, todas as notas dó a seguir estarão com sustenido, sem que esta precise estar marcada com um sinal de sustenido.
Então caso precise anular o acidente em questão, você pode usar o sinal Bequadro:

Como na partitura, damos não só as notas, mas também o tempo delas e da música em sí, precisamos estar atentos ao tempo da música, saber como escrevê-las em partituras, e também como as ler:















O compasso 4/4 é o mais utilizado em todos os estilos, seguido de compassos 3/4, muito comuns em Blues e em outros estilos também.

O 1º número informa a quantidade de tempos que cada compasso permitirá, e o 2º número informa a unidade de tempo (Semínimas, colcheias, etc).

No caso, um compasso 4/4 permite quatro semínimas por compasso.
Um compasso 3/4 possui o tempo de três semínimas.
E um compasso 6/8 permite seis tempos de colcheias.

É óbvio que você não precisa utilizar somente semínimas só porque um compasso 4/4 informa o limite de quatro semínimas. Você poderá utilizar qualquer unidade de tempo, desde que o compasso seja preenchido corretamente.
Por exemplo: um compasso 4/4 suporta quatro semínimas, então você pode utilizar uma semibreve (que possui o mesmo tempo de quatro semínimas); Ou você pode usar oito colcheias (Que somadas, também possuem o mesmo tempo de quatro semínimas).
Enfim... Basta preencher o compasso de modo que a soma de todas as notas dentro do compasso seja igual à das quatro semínimas que o compasso informa (Ou a soma que qualquer outro compasso informe. Por exemplo, um compasso 3/4 informa o limite de três semínimas).

Depois que a soma é completada, você terá formado um compasso, para iniciar outro compasso, você precisará "dividir" sua partitura entre um compasso e outro, para isso usamos um "travessão", uma linha vertical que divide um compasso de outro.
Cada um desses compassos deverá possuir a mesma soma de tempos, sempre respeitando o valor informado no inicio de sua partitura.

Uma música pode utilizar mais de um compasso diferente, desde que essa mudança seja informada na partitura. Por exemplo, você pode começar a escrever uma música em compassos 4/4, passar à 3/4 no refrão e voltar à 4/4 durante o solo. Mas lembre-se esmpre de marcar essa mudança na partitura.

Uma partitura também pode informar a tonalidade da canção, para isso, informando no início da partitura os acidentes que a música possui.
Com isso saberemos a tonalidade da música, e não precisaremos marcar os acidentes na frente das notas da partitura. Por exemplo, se no início da partitura for informado sinais de sustenido nas notas: F, G, C, e D (F#, G#, C# e D#), saberemos então que a música estará na tonalidade de mi maior, ou sua relativa, dó sustenido menor.

Caso você precise anular um acidente, lembre-se que poderá sempre usar um bequadro para isso. Por exemplo, Caso precise transformar um dó sustenido em dó, utilize um bequadro na nota para cancelar o acidente.

Espero que este material seja de ajuda à vocês.
Logo mais trarei algumas partituras para que comecem a treinar a leitura e praticar.
Até a próxima!

domingo, 10 de julho de 2011

A música de Pi = 3,14159265

Para quem não sabe, "pi" é aquele trocinho chato que aprendemos nas aulas de matemática: 
O pi é um númerozinho que representa a divisão entre uma circunferência e o diâmetro correspondente de um círculo, possuindo o valor (infinito) aproximado de mais ou menos: 3.141592653589793238462643383279502884986280348253421170679821480865132823068 (Ufa!)

Como eu já havia publicado no blog, a música e a matemática sempre andaram de mãos juntas.
E desta vez trago à vocês o querido pi em sua versão musical.

Cada número do pi é "transformado" em uma nota musical, e deste modo seus milhares de números acabam tomando a forma de uma canção puramente matemática.

Confiram a seguir:

Neste vídeo, Tom Dukich transformou os primeiros 1.000 digitos de pi nesta canção.

Se você procura uma canção matemática cantada, confira esta versão:
http://pi.ytmnd.com/

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Influência Guitarra & Música: Jan Akkerman

Novamente trazendo à vocês a seção Influência Guitarra & Música, desta vez iremos falar do grande guitarrista Jan Akkerman.

Nascido em 24 de dezembro de 1946 em Amsterdã, Holanda. Jan Akkerman foi o guitarrista da consagrada banda de rock progressivo Focus.

Akkerman começou a ter aulas de violão aos cinco anos de idade, e aos dezoito lançou seu primeiro single (música de trabalho).

Akkerman participou de bandas como Johnny and his Cellar Rockers, The Hunters, Brainbox e Thijs Van Leer Trio em 1969, o que depois veio a se tornar o Focus, conhecido mundialmente.

Em 1973, Jan Akkerman foi considerado o melhor guitarrista do mundo, e chegou a lançar uma guitarra modelo signature levando seu nome.

Akkerman deixou o Focus em 1976 para seguir carreira solo, colaborando com o trabalho de outros músicos e contribuindo também com seu ex-parceiro de banda, Kaz Lux da banda Brainbox.
Uma reunião com Van Leer ocorreu em 1985, mas sem sucesso.

Akkerman já tocou ao lado de nomes como: Vlatko Stefanovski, Alan Price, Herman Brood, Peter Banks, Charlie Byrd, Ice-T, Paco De Lucia, B.B. King e Jimi Hendrix.
E escreve artigos para a revista holandesa especializada em guitarras, Gitaar Plus.

Atualmente, Jan Akkerman não considera a possibilidade de uma nova reunião com seu antigo parceiro de banda, Van Leer.

Akkerman esteve no Brasil em 2010 para fazer shows e workshops, onde Akkerman falou sobre suas influências clássicas, como ele influenciou o uso de captadores elétricos em guitarras, e puderam escutar no show ele tocando clássicos do Focus em versões repaginadas, e até mesmo ver outros guitarristas famosos no local, já que só foram músicos assistir ao espetáculo.

Agora chega de falar, vamos escutar um pouco do trabalho desse grande músico.

Focus - Hocus Pocus


Jan Akkerman - Hocus Pocus acústico


Focus - Sylvia


Jan Akkerman - Sylvia acústico


Jan Akkerman - Palace of the king


Jan Akkerman e Paco de Lucia


Jan Akkerman - São Paulo 2010 (Improvisação que Akkerman apelidou de São Paulo 2010)


Quem se interessar pelo som de Jan Akkerman, ou quiser novas influências musicais boas e com musicalidade, recomendo ir atrás de mais material de Akkerman, não irão se arrepender.
Até a próxima!

sábado, 2 de julho de 2011

Instrumentos musicais mais caros do mundo

Violino Giuseppe Guarnieri
Este violino, fabricado pelo famoso italiano Giuseppe Guarneri del Gesù foi a leilão em 2010, sendo arrematado pela bagatela de $18 MILHÕES de dólares, sendo considerado o instrumento musical mais caro do mundo.

Fabricado em 1741, só existem cerca de 140 vilinos Giuseppe Guarneri, considerados mais valiosos que os violinos Stradivarius, muitos deles estão a mostra em museus espalhados pelo mundo.




Guqin (Instrumento tradicional chinês)
Guqin é um instrumento tradicional chinês de sete cordas.
Até mesmo o emperador Quianlong (1736 à 1795) possuia um Guqin...
E este foi vendido por $8.71 MILHÕES de dólares.

Confira um vídeo demonstrando a sonoridade do instrumento:



Violino Giuseppe Guarnieri
Mais uma vez os violinos Giuseppe Guarnieri marcam presença, desta vez, ele foi arrematado por $3.9 MILHÕES de dólares.

Embora a marca Stradivarius seja a mais conhecida e respeitada, foi Bartolomeo Giuseppe Antonio Guarnieri que conseguiu a marca dos instrumentos mais caros do mundo.

E só por curiosidade, Giuseppe Guarnieri foi o neto de um dos aprendizes de Stradivari, responsável pelos violinos Stradivarius.



Guitarra Fender Stratocaster autografada
Guitarra Fender Stratocaster autografada por músicos como: Angus Young e Malcolm Young, Brian May, Bryan Adams, Eric Clapton, Ritchie Blackmore, Jimmy Page, Keith Richards, Mick Jegger, David Gilmore, Def Leppard, Jeff Beck, Pete Townsend, Mark Knopfler, Ray Davis, Ronnie Wood, Tony Iommi, Paul McCartney, Sting e Liam Gallagher.
Esta guitarra toda rabiscada foi à um leilão beneficente, realizado para ajudar as vitimas do Tsunami, e foi arrematada por $2.7 MILHÕES de dólares.

Piano Steinway & Sons - Model Z
Este piano foi comprado por John Lennon em 1970, e foi nele que Lennon compôs a canção Imagine.
O piano possui até mesmo marcas de cigarro deixadas por Lennon.

Em 2000, George Michael adquiriu o instrumento por $2.1 MILHÕES de dólares.