sexta-feira, 27 de abril de 2012

Ter aulas de música aumenta o Q.I.

Um estudo realizado na Universidade de Toronto, no Canadá, reporta que ter aulas de música deixa a pessoa mais inteligente, aumentando seu Q.I.

A idéia de que estudos musicais deixa as pessoas mais inteligentes recebeu uma atenção considerável de acadêmicos e também da mídia.
O estudo atual foi feito com crianças, em dois tipos diferentes de grupos de estudos, um com alunos que fazem aulas de teclado, e canto, e um segundo grupo de controle, com alunos de teatro, e pessoas que não fazem nenhum tipo de aula artística.

O Q.I foi medido antes e depois dos testes. Comparando o Q.I. de crianças do grupo de controle, o grupo musical exibiu um aumento mais significante da escala de Q.I. (Cerca de 6 e 8 pontos de Q.I.).

O pdf com o estudo pode ser encontrado aqui.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Como é feita uma guitarra Fender Stratocaster?

Já se perguntou qual o segredo das famosas guitarras Fender?
Neste curta entitulado de "A Strat is born" (Uma Strato nasce), é mostrado o passo-a-passo na criação de uma guitarra Stratocaster na fábrica da Fender, localizada em Corona, na Califórnia.
Partindo de um simples pedaço de madeira, e se transformando aos poucos em uma das guitarras mais desejadas por músicos.
Confira o vídeo:

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Bobinas de Tesla musicais

Para quem não sabe, a Bobina de Tesla é um transformador ressonante capaz de gerar uma tensão altíssima com grande simplicidade de construção, inventado por Nikola Tesla por volta de 1890.
Bobinas de Tesla alcançam 250 kV com relativa facilidade, e algumas chegam a 1,5 MV ou mais.

Mas o que pouca gente sabe, é que uma bobina Tesla, é também um instrumento musical. (?)

Fade to Black


Sweet home Alabama


House of the rising sun


Nyan Cat Theme


In the hall of the mountain king


Beethoven Virus


Super Mario Bros Theme


Legend of Zelda Theme


Tetris Theme


William Tell Overture


Canon Rock


Parabéns pra você

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Roger Waters e o antológico "The Wall - Live"

No último dia 01, o inglês, ex-baixista do Pink Floyd, fundador da banda, guitarrista, letrista, vocalista e compositor Roger Waters, orquestrou um dos maiores espetáculos musicais na terra: o show “The Wall – Live”, no estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), localizado na capital paulista.
Para quem está mais familiarizado sabe que Roger Waters se separou do Pink Floyd em 1985 para seguir carreira solo, e é o detentor dos direitos autorais do álbum The Wall, dentre outros álbuns conceituais da banda (The Dark Side of The Moon, Wish You Were Here e Animals).
Desde 2010 a turnê “The Wall – Live”, realiza um dos mais contemplativos shows de rock do mundo, apresentando o álbum na íntegra com efeitos visuais, sonoros e pirotécnicos.
Waters além de ser um músico altamente perfeccionista, é um ativista nas causas sociais, políticas e ambientalistas; se aprofunda no regimento político, religioso e militar de cada país antes de suas apresentações, e de maneira artística, o músico não se preocupa somente com a perfeição musical de cada apresentação, mas de show para show, de país em país, ressalta os problemas que cada nação vem enfrentando atualmente em termos sociais.

Os presentes neste show do último domingo tiveram a consciência das dimensões deste evento assim que se dirigiam ao estádio, ainda à caminho, a cidade parecia ter sido tomada por apreciadores do rock de diversas parte do Brasil e da América Latina, ouviam-se sotaques e idiomas diferentes, viam-se filas de van de excursão com placas de diversos estados, em cada ponto de ônibus, em cada estação de metrô, notava-se a ansiedade nos rostos de pessoas com camisetas, bandanas e bandeiras da banda Pink Floyd ou do álbum The Wall.
Ao nos aproximarmos do arredores do estádio, constatamos as proporções do evento, filas enormes, milhares e milhares de pessoas à perder de vista, com segurança, organização e uma infraestrutura impecáveis, assim que adentramos na pista 3 horas antes do show, as arquibancadas já estavam praticamente lotadas, e até a hora do início do show, que estava marcado para as 19:30h, não se via mais área desocupada, o estádio lotou com 70 mil cabeças!
Público da arquibancada, foto antes do show.
Contemplar aquele palco enorme durante todo o tempo de espera, contados minutos a minuto, nos levava a um estado de êxtase ao imaginar o que viria pela frente. Ai você que não pôde comparecer ao show, como forma de consolo talvez esteja pensando “deve ter sido igual ao DVD”, mas meu amigo, eu devo lhe dizer, foi MUITO melhor.
Palco, antes do show.
A banda subiu ao palco com somente 15 minutos de atraso, e o show se iniciou após a réplica de um avião de guerra se chocar com o dantesco muro de 137 metros de largura, construído de arquibancada à arquibancada, que provocou uma explosão no palco e após um amostra de fogos de artifício saídos de cima do palco, se inicia a apresentação da banda com a música In The Flesh?, seguida de The Thin Ice e Another Brick In The Wall pt. I o público delirou, dos mais marmanjos às mais ensandecidas fãs, notei algumas lágrimas, eu mesma, não contive algumas, tamanha era a emoção. E meu amigo, se eu tentar encontrar no dicionário as palavras mais dignas para descrever o que foi toda aquela sensação, tenho certeza que será perca de tempo, não existe um verbo, um termo ou um adjetivo para exatificar uma descrição cabível àquele espetáculo (estou arrepiada só ao lembrar).
Assim como na sequência do álbum, veio The Happiest Day Of Our Lives e em seguida a aclamada Another Brick In The Wall, pt. II, com o coro das 70 mil pessoas presentes, além do coral das crianças de um instituto da maior favela paulista, a Heliópolis. Neste momento, um gigante boneco inflável de um monstruoso professor, representando a opressão das escolas e da metodologia de ensino, que vale ressaltar, aqui no Brasil é digna de vergonha; se move pelo canto direito do palco, enchendo olhos e ouvidos de admiração.  
Durante a música "Another Brick in the Wall, pt. II
Fear Builds Walls (o medo constrói paredes), era a frase estampada na camiseta das crianças ao palco. Roger dá uma pausa para conversar com o público, com um discurso ensaiado em português, fala sobre a injustiça opressora no mundo, sobre as vítimas e guerra inocentes, sobre famílias corrompidas, infâncias ceifadas, sobre a crueldade existente aos menos favorecidos, tudo isso resumido em imagens que passavam no enorme muro, ele inclusive falou da injustiça que o mineiro Jean Charles de Menezes sofreu na Inglaterra, ao ser morto após ter sido confundido com um terrorista.

Envolto pela correia de um violão, Roger Waters inicia Mother, e enquanto cantava a parte ”Mother, should I trust the government?” (Mãe, eu devo confiar no governo?) no muro era projetado a frase NEM FUDENDO.
Em Good Bye Blue Sky, outra música emocional, com seu cunho de protesto, o público avistou no muro a projeção de aviões soltando ao invés de bombas, símbolos como cruzes cristãs, a estrela judaica, logomarcas de empresas multinacionais como McDonald's, Shell, Mercedez, dentre outras petrolíferas, empresas essas que sabemos bem, contribuem para o crescimento do mercado capitalista, explorações da natureza, infligindo leis ambientais sem grandes punições.
Durante "Good Bye Blue Sky"
Neste momento, o que parecia ser até então somente o seguimento da linha ideológica deste conceitual álbum do Pink Floyd, é mostrada a visão de Roger Waters sobre o mundo em que vivemos, sobre os efeitos que o dinheiro, o poder e as guerras têm sobre a nossa humanidade. Assistir a isso tudo diante dos olhos, é como levar um tapa na cara de mãos atadas, um incentivo à revolta individual dos presentes que entenderam o real significado das mensagens.
Enquanto víamos diversos fatos, diversas imagens históricas projetadas no imenso muro, tijolos iam se erguendo e fechando-o, até a entrada de Goodbye Cruel World, última faixa do primeiro disco, deste álbum duplo.
Antes do intervalo, final da canção "Goodbye Cruel World".
Após um intervalo de 20 minutos, tempo este em que refleti particularmente sobre tudo o que foi mostrado até então, a primeira música do Disco 2, Hey You, inicia-se, seguida de Is There Anybody Out There? e Nobody Home. Mais duas músicas e chega finalmente a vez de Confortably Numb, em que o público cantou junto efusiva e emocionalmente. Durante a Run Like Hell, um javali inflável enorme é dirigida ao público, com frases escritas à serem vistas por todo o estádio “BRASIL É LAICO” de um lado, e “O NOVO CÓDIGO FLORESTAL VAI MATAR O BRASIL” de outro. 
Javali já esvaziado pela platéia.
Para os desinformado, o novo código florestal foi criado para favorecer os maiores fazendeiros e latifundiários das terras brasileiras, que em suas terras há grande parte das florestas preservadas pelo IBAMA, nascentes de rios, mata atlântica e pantanal, até então defendidas e intocadas pelo órgão responsável por sua conservação. Este javali, antes mesmo de chegar à metade da pista, foi massacrado e se esvaziou.
Roger Waters vestido com representativo uniforme emblemático.

Projeções no muro ainda intacto.
Enquanto isso a banda tocava a frente do muro, até o início de Tear Down The Wall (derrubem o muro), em que ele vem abaixo junto com The Trial. Na última música do segundo álbum, Outside the Wall, Waters e banda vêm à frente dos destroços para finalizar a apresentação. Agradecendo ao público depois dessas mais de 2 horas de show, a plateia numa mescla de cansaço, euforia, extase e exaustão, se retiram das pistas e arquibancadas desta apresentação que não houve pedido de bis, e neste momento é que ouvimos diversos comentários dos mais fãs aos nem tanto, das constatações, e das comparações com o seu show anterior “The Dark Side of The Moon” aqui no Brasil em 2007. 


Essa apresentação, este espetáculo fantástico, sem dúvida ficará marcado na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de presenciar tal evento.
Um sonho realizado aos fãs de Pink Floyd e do multitalentoso músico Roger Waters.

Final do show, banda em agradecimento, destroços do muro ao fundo.
Banda:

Roger Waters – vocal, baixo, violão, trompete
Robbie Wyckoff – vocal
Graham Broad – bateria, percussão
Dave Kilmister – guitarra, banjo
G.E. Smith – guitarra, baixo, bandolim
Snowy White – guitarra
Jon Carin – teclado, violão, guitarra
Harry Waters – órgão, teclado
Jon Joyce – backing vocals
Kipp Lennon – backing vocals
Mark Lennon – backing vocals
Pat Lennon – backing vocals

Set List:
PRIMEIRA PARTE
1 – “In the Flesh?”
2 – “The Thin Ice”
3 – “Another Brick in the Wall – parte 1″
4 – “The Happiest Days of Our Lives”
5 – “Another Brick in the Wall – parte 2″
6 – “Mother”
7 – “Goodbye Blue Sky”
8 – “Empty Spaces”
9 – “What Shall We Do Now?”
10 – “Young Lust”
11 – “One of My Turns”
12 – “Don’t Leave Me Now”
13 – “Another Brick in the Wall – parte 3″
14 – “The Last Few Bricks”
15 – “Goodbye Cruel World”
SEGUNDA PARTE
16 – “Hey You”
17 – “Is There Anybody Out There?”
18 – “Nobody Home”
19 – “Vera”
20 – “Bring the Boys Back Home”
21 – “Comfortably Numb”
22 – “The Show Must Go On”
23 – “In the Flesh”
24 – “Run Like Hell”
25 – “Waiting for the Worms”
26 – “Stop”
27 – “The Trial”
28 – “Outside the Wall”

Imagens por Wagner Pinheiro.